quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mulher de fases

Este não é um post revoltado e cheio de frases de efeito como os meus três últimos. É apenas algo que me dei conta enquanto tomava meu banho às 7h30 da manhã em plenas férias, e eu decidi compartilhar isso com vocês (vocês, leia-se umas duas ou três pessoas que eu escolho a dedo pra ler esse blog).

É, eu realmente percebi que sou uma mulher de fases. Ou, se o gênio Raiumundos me permitir dizer, uma mulher de épocas.

Eu percebi que tudo na vida minha, desde meu psicológico, meu organismo e até meus estudos seguem determinados padrões de acordo com certas épocas. Na verdade, não são épocas muito bem definidas e nem sempre ocorrem no mesmo período de tempo (como também não tem a mesma duração), mas elas estão ali. Eu vivo num constante trocar de épocas.

Explicando um pouco, TUDO na minha vida tem suas épocas. Por exemplo, tem a época em que meu cabelo cai mais, que meu cabelo cai menos, que eu como mais, que eu como menos, que eu durmo mais, que eu durmo mais ainda, que o bom humor domina, que o mau humor domina... Enfim, basicamente todos os aspectos da minha vida são divididos em dois opostos, que vão mudando e alternando em cada época. E tem vezes que o espaço entre uma época e outro é tão curto que acabo me passando por bipolar (talvez eu seja mesmo e não quero admitir, quem sabe).

Então você me diz: "Nossa, você jura que tudo na vida tem sua época? Poooooxa, eu nem desconfiava disso!". Mas o que eu quero dizer é que as minhas épocas se repetem. Com variações, é claro, mas tudo faz parte de um ciclo que tende a ficar se repetindo, repetindo, repetindo...

O exemplo mais engraçado e que mais ilustra isso é o meu estado emocional. Eu tenho a época feliz, a época fossa e a época nostálgica. Na época feliz eu estou feliz rs, na fossa eu me deprimo porque a felicidade acabou e, quando a depressão passa, bate saudades de quando fui feliz. Às vezes essas épocas se misturam, e eu já cheguei até a passar pelas três ao mesmo tempo (sim, eu consegui ser feliz, deprimida e nostálgica ao mesmo tempo haha).

Eu diria que agora estou numa época de comer pouco, dormir muito (o que serei obrigada a mudar dentro de alguns dias), alternância mais ou menos equilibrada de bom e mau humor, nostalgia com um pouquinho de fossa sem motivo aparente e vontade de estudar. E agora só esperando pra ver o que vai mudar na próxima época. :D

terça-feira, 29 de junho de 2010

FÉÉRIAAAAS!

Título auto-explicativo, não acha?
Só quero desejar 32 ótimos dias longe da escola para todos. Cumpra sua lista de "coisas a fazer nas férias" e até faça algumas não planejadas, durma o que você não pôde dormir na aula de Fundamentos da Criação, e livre-se de toda a tensão de um semestre um tanto quanto intenso, na torcida de que, no próximo, as coisas melhorem.

Boa sorte, e bom descanso :D Até 2 de agosto.

sábado, 19 de junho de 2010

El partido ya va a comenzar, todos juntos vamos a ganar!

Eu não ia fazer um post sobre a copa... Mas eu fiquei tão animada com essa música da Coca-Cola (se você também foi ver a taça, vai me entender quando digo que é da Coca e não da copa) que resolvi fazer rs. Eu sei que estou atrasada, que a copa já começou, que todo mundo já fez seu post falando disso e blá blá blá, mas como eu sou e sempre fui a última a saber e a fazer as coisas, dessa vez não seria diferente, certo? :D

Época de copa. É quando o inferno de vuvuzelas começa a ser constantemente tocado nas ruas, quando as pessoas magicamente viram patriotas, quando todo mundo se esquece das eleições para presidente e só está preocupado em falar sobre o frango do goleiro da Inglaterra (fiquei com dó, confesso D:). Se você concordou com tudo o que eu disse agora, VAI SE FODER! Tá ok que as vuvuzelas realmente incomodam e que é preciso se preocupar com as eleições, mas PARE de tentar dar uma de moralista que se preocupa com o "bem do seu país". Admita: você NÃO ESTÁ PREOCUPADO COM O BEM DO SEU PAÍS, você só quer dar uma de diferente e falar 'roxo' quando está todo mundo dizendo 'verde'. Diga verde (verde e amarelo, na verdade) junto com todo mundo, seja patriota nesse 1 mês, compre a sua camiseta do Brasil na barraquinha da saída do metrô, faça parte do grupo de pessoas com suas vuvuzelas irritantes e as toque/assopre/whatever até enlouquecer seus vizinhos, decore a letra da música da copa e saia cantando e gritando 'now wave your flag! oooh' por aí, pinte a sua rua com as cores da seleção, saia do trabalho mais cedo sem reclamar que é por causa de um jogo de futebol, torça para a Argentina perder o jogo, ignore o telefone quando o Brasil estiver em campo, reclame da atuação do Kaká no jogo passado mas ainda assim diga como ele é lindo, critique o juíz cego ou aquele que vê até demais, se permita aproveitar esse espetáculo que não está sempre aí para ser admirado! A copa só acontece de 4 em 4 anos, amigo. Agora pare de tentar dar uma de diferente que não se importa com a copa e quer torcer pro time oposto só pra não ser um "idiota que só é patriota por causa de futebol". Se liga! Você é idiota também, que só lembra do país pra qual está torcendo porque ele está jogando contra o Brasil. Vista a camisa da sua seleção e vá torcer por aí também :D Seja clichê. Qual o problema disso? Não é só aqui que tudo pára por causa do futebol. Ou vai me dizer que não é empolgante torcer pelo seu país e gostar de futebol uma vez a cada 4 anos?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

I tried to give you up, but I'm addicted.

Muse não poderia ter sido MAIS genial por conta de qualquer outra música a não ser Time is running out - de onde foi tirado o trecho do título desse post. Sendo franca, Muse é genial em todas as suas músicas (e até em seus covers, tendo em vista Can't take my eys off of you). Mas não estou aqui para endeusar a banda, e sim para falar sobre o que esse trecho (ou a música toda) me fez refletir.

Você se revolta, admite que errou, enfrenta a realidade, luta contra tudo o que te faz bem e mal ao mesmo tempo. Mas não importa o quanto você fale, grite, se revolte contra você mesmo; quando você está sozinho e o vazio bate em sua mente, tudo cai por terra. E tudo aquilo o que você tinha feito TANTO pra ignorar, volta. Mesmo que você lute, mesmo que você tente com todas as forças do seu ser se livrar disso, retorna. É mais forte que você.

"É como se eu fosse viciado em heroína, e agora eu não posso mais tê-la". Parece até exagero comparar isso com uma droga, mas se você for pensar nos benefícios e malefícios que isso te causa, é a mesma coisa. Em escala muito menor, é claro rs. Aquilo te faz bem, te dá uma sensável de paz incrível. Você se sente novo, completo. Porém é momentâneo. Sua felicidade faz parte de um mundo de fantasias e ilusões. E quando o efeito passa e você cai na real, tudo desaba. Nada mais faz sentido. Então, você se lembra daquele seu momento de paz, e você quer aquilo de volta. Começa então uma busca incansável, interminável e com objetivos inacessíveis para obter de volta esse ponto de equilíbrio dentro de você. Você passa a sonhar de novo, e até a sorrir. Até que você se dá conta da realidade mais uma vez. O vazio e a angústia te atingem de novo. E você se vê livre desses sentimentos que te atormentam, mais uma vez, em seu mundo de fantasias. É ilusório, é uma mentira. Mas vicia.

E você tenta, luta, faz de tudo para se livrar disso. Mas não dá, é forte demais. Se torna constante esse conflito interno entre precisar, querer, não querer e não poder. Você se vê preso... E a liberdade parece ter sempre um custo muito alto, qualquer seja o caminho que você escolher para obtê-la.

É... Em pensar que você soube desde o começo que o viciado seria você.

P.S.: Pra quem ia postar uma vez por mês, até que eu tô bem tagarela, hein? hahaha
Ficou curioso pra saber como é a música? Escute-a, veja sua letra e vicie-se :D

domingo, 6 de junho de 2010

And every step that I take...

...is another mistake to you.

Erro. Como algo tão crucial pode passar despercebido com tanta facilidade? Na verdade, não é que passe despercebido. Simplesmente é ignorado.

É difícil admitir que você errou. Ainda mais quando esse erro foi o erro mais certo que você já cometeu em toda a sua vida (paradoxal, não?). Mesmo que tudo à sua volta te mostre discretamente que foi um erro, que todas as atitudes das pessoas ao seu redor comprovem, sem você perceber, que não é o certo, que todas as músicas que você escuta dizem de modo implícito "CARALHO, ACORDA! TU ERROU MENINA, ACABA LOGO COM ISSO!", você continua a acreditar que não foi VOCÊ o errado, e sim todas as outras pessoas a sua volta. Não, não foi mostrado discretamente. Não, não foi comprovado sem você perceber. Não, não foi dito de modo implícito. Foi totalmente claro. Você percebeu. Você ouviu todas as palavras. Você só ignorou. Por quê? É mais conveniente acreditar no seu erro. É muito mais FÁCIL apontar o dedo e dizer que todos os outros que estão fora do lugar, e que você é o único no caminho certo.

E a partir do momento que você começa a ACREDITAR nele, o toma como a verdade mais certa que pode existir no universo, cada atitude que você tem é outro erro que te faz ficar cada vez mais preso naquela rede de mentiras, falsidade e, sendo bastante repetitiva, ERROS! Porque é só assim que nos damos conta do que fizemos. Repetindo, repetindo, repetindo. Até você desistir de lutar contra a realidade e ela finalmente cair sobre você. Pois, afinal, do que adianta insistir em algo que nunca foi e nunca será certo? Não vale a pena. Nunca valeu. Você só nunca quis acreditar nisso.

Não importa se o seu erro lhe proporcionou boas lembranças. Foi um erro. E como qualquer outro erro, tem que ser esquecido, deixado para trás. Turn it off.

sábado, 5 de junho de 2010

Chegou a hora de recomeçar...

...ver cada coisa em seu lugar.

É, e DO NADA te bate aquele sentimento que você começa a refletir sobre coisas que você não queria refletir e chegar a conclusões que você não queria chegar.

É inacreditável quando você para pra pensar em como as pessoas conseguem vencer tantos problemas. COMO elas conseguiram passar por tanta coisa e continuar ali, firme. COMO elas continuaram acreditando que tudo um dia ia melhorar, e realmente melhorou. Sendo sincera? Eu não teria suportado metade das coisas que muita gente que eu conheço suportou.

Cada um tem aquilo o que lutou para conquistar, e não é o seu egoísmo ou a sua vontade para que aconteça o contrário que vai mudar alguma coisa. Porque quando você pára para analisar as coisas de uma visão que não seja a sua limitada e fechada, você vê que não é tudo do jeito que você quer, e que as coisas não são fáceis como você queria que fosse. Acorda pra vida! A vida é muito mais do que desilusõezinhas amorosas ou "vazios que nunca parecem serem preenchidos". A vida não é feita à base de amor. Ele é apenas uma consequência dela. E quando você começar a enxergar um mundo que não seja o seu trancado, limitado e egocêntrico, vai ver que as coisas até estão boas como estão. Pelo menos para quem deveria estar assim.

Here we go...

...again.

É... A recaída. Ela é a pior do que a primeira vez, pode acreditar.
Mas duas, três, quatro, cinco, dez recaídas? Elas acabam perdendo a força. Ou seria o que deveria acontecer, pelo menos.

Perdendo a força ou não, te assombrando a cada passo que você dá ou não, é necessário resistir a elas e a tudo o que te faz cair de novo. Porque por mais que você já esteja se acostumando a levantar, a cada tombo que você leva, o cansaço aumenta. Você pode até saber que não pode desistir e tem que continuar, mas é desgastante lutar contra tudo aquilo que você mais quer. Que você quer, mas que te derruba.
É, às vezes aquele vazio que parece insuportável é muito melhor do que a dor. Pense nisso.

P.S.: um post por mês acho que tá bom, hein? ADSHUASHUDISAHUDSAUIS

sábado, 17 de abril de 2010

Isn't it strang...?

...how we move our lives for another day?

Sim! Por que nós vivemos sempre presos a outro dia? Por que nossas escolhas são sempre baseadas em coisas que aconteceram ou, então, que podem acontecer? Por que tudo o que fazemos é em função de dias que não sejam o que nós estamos, seja ele o dia do vestibular ou então o dia em que prometemos para nós mesmos estudar mais?

Quando pensamos no passado, queremos repetir passos que deram certo, ou fazer algo para que não caiamos no mesmo erro duas (ou, quem sabe, três) vezes. Quando pensamos no futuro, tentamos agir de maneira cujo resultado nos faça viver melhor. Um comprometimento com benefícios (incertos, porém que causam esperanças) a longo prazo, eu diria.

É claro que pensar no que foi e no que vai sair é estritamente necessário. Afinal, seguir caminhos tortos e sombrios mais de uma vez seria perder novamente um tempo precioso; e fazer escolhas que parecem certas para o momento, mas que nos levam a futuros confusos e instáveis me parece perder a oportunidade de ter escolhido algo nem tão prazeroso no momento, mas que renderia muito mais benefícios daqui um, dois, cinco, dez anos, ou até em poucos meses.

O problema começa quando esse balanço se torna excessivo. Quando perdemos tanto tempo pensando no antes e no depois, que esquecemos do agora. Quando não sobram mais escolhas pequenas e momentâneas que nos farão rir quando elas se tornarem apenas lembranças. Quando perdemos a sensibilidade do viver HOJE, de aproveitar momentos únicos que provavelmente não acontecerão de novo. Quando os dias se passam sem a intensidade provocada pelo presente. Quando estamos tão preocupados e ocupados reclamando do que fizemos e do que não vamos fazer de novo que o que pode ser feito agora se perde.

Cabe a cada um avaliar como seus próprios dias se passam. Como sua VIDA se passa. Anda reclamando de como foi burro ao acreditar em alguém? Não reclama, mas não acredita em mais ninguém, como prevenção de não errar (e se machucar) de novo? Ou está se dando mais uma chance, pensando no que foi e no que pode ser, mas acreditando que pode ser diferente e, portanto, aproveitando o máximo que pode? Afinal, "viver ontem é muito tarde, e viver amanhã é muito cedo. Viva hoje" ;)

(Primeiro post inspirado no blog da Nati, que, assim como eu quero que esse post faça em todos que o lerem, me faz pensar. Boa "volta" do Turn it on pra vocês, e obrigada por lerem!)