...how we move our lives for another day?
Sim! Por que nós vivemos sempre presos a outro dia? Por que nossas escolhas são sempre baseadas em coisas que aconteceram ou, então, que podem acontecer? Por que tudo o que fazemos é em função de dias que não sejam o que nós estamos, seja ele o dia do vestibular ou então o dia em que prometemos para nós mesmos estudar mais?
Quando pensamos no passado, queremos repetir passos que deram certo, ou fazer algo para que não caiamos no mesmo erro duas (ou, quem sabe, três) vezes. Quando pensamos no futuro, tentamos agir de maneira cujo resultado nos faça viver melhor. Um comprometimento com benefícios (incertos, porém que causam esperanças) a longo prazo, eu diria.
É claro que pensar no que foi e no que vai sair é estritamente necessário. Afinal, seguir caminhos tortos e sombrios mais de uma vez seria perder novamente um tempo precioso; e fazer escolhas que parecem certas para o momento, mas que nos levam a futuros confusos e instáveis me parece perder a oportunidade de ter escolhido algo nem tão prazeroso no momento, mas que renderia muito mais benefícios daqui um, dois, cinco, dez anos, ou até em poucos meses.
O problema começa quando esse balanço se torna excessivo. Quando perdemos tanto tempo pensando no antes e no depois, que esquecemos do agora. Quando não sobram mais escolhas pequenas e momentâneas que nos farão rir quando elas se tornarem apenas lembranças. Quando perdemos a sensibilidade do viver HOJE, de aproveitar momentos únicos que provavelmente não acontecerão de novo. Quando os dias se passam sem a intensidade provocada pelo presente. Quando estamos tão preocupados e ocupados reclamando do que fizemos e do que não vamos fazer de novo que o que pode ser feito agora se perde.
Cabe a cada um avaliar como seus próprios dias se passam. Como sua VIDA se passa. Anda reclamando de como foi burro ao acreditar em alguém? Não reclama, mas não acredita em mais ninguém, como prevenção de não errar (e se machucar) de novo? Ou está se dando mais uma chance, pensando no que foi e no que pode ser, mas acreditando que pode ser diferente e, portanto, aproveitando o máximo que pode? Afinal, "viver ontem é muito tarde, e viver amanhã é muito cedo. Viva hoje" ;)
(Primeiro post inspirado no blog da Nati, que, assim como eu quero que esse post faça em todos que o lerem, me faz pensar. Boa "volta" do Turn it on pra vocês, e obrigada por lerem!)
sábado, 17 de abril de 2010
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